sexta-feira, 7 de março de 2014

A quem interessar possa

VERGONHA DE SER HONESTO
De Barbosa para Barbosa


Há tempos venho me expressando no Facebook (https://www.facebook.com/luiz079) sobre as facetas, máscaras e caretas que possui esse partido que hoje governa nosso país. Muito mais do que uma forma de mostrar minha indignação sobre essa baderna que se transformou nossa Nação, minha intensão sempre foi e será a de alertar meus amigos e amigos de meus amigos sobre isso que os entendidos de política (obviamente que não o sou) chamam de APARELHAMENTO ESTATAL. 

Outro dia li atentamente uma matéria sobre essa questão e, resumidamente, pude concluir que se trata de um verdadeiro TOPA TUDO POR DINHEIRO. Verdade! Foi essa a conclusão que cheguei. Se não podem convencer pela diplomacia, pela boa e refinada democracia, pelo exemplo (esse então é que não podem mesmo), apelam para o BOLSO. Esse sim, o grande e temido, se não obcecado, alvo de tudo que permeia a vida do ser humano e que fez desse Partido Vermelho o alvo preferido para atingir, assegurar e garantir seus sonhos de permanência eterna no poder (puxa, como são sonhadores). 

Se de um lado é temido, já que ao ser profanado, afanado ou diminuído o seu conteúdo, a reação ruidosa e até violenta é imediata, do outro é louvado, buscado e visado sob tudo quanto é meio, maneira e caminho. Seu objetivo é e sempre será a avareza pública, o enriquecimento, mesmo que ilícito, rasgando leis e locupletando sempre, não mporta por quais trilhas, destinos ou caminhos seguirem.

Prova disso está bem explicado no texto do escritor e blogueiro da Revista Veja, Reinaldo Azevedo, em sua brilhante explanação intitulada "A ruína causada pelo aparelhamento do Estado" (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-ruina-causada-pelo-aparelhamento-do-estado/ que sugiro a leitura) onde extraí as seguintes frases que resumem bem o acima aludido: "Maria Celina revela em seu livro que os integrantes das carreiras públicas no Brasil, ao contrário dos trabalhadores da iniciativa privada, são majoritariamente filiados a sindicatos. Entre os funcionários públicos federais mais bem pagos, a pesquisadora encontrou 45% de ativistas sindicais e, entre eles, 82% de filiados ao PT..." 

Ao ler a matéria do Blog referenciado, vocês certamente me darão razão. Penso assim, obviamente. Novamente sugiro a lerem a mencionada publicação.

Diante dessa leitura, me veio ao pensamento e com ele a inspiração para a confecção desse teor digitalizado, uma das grandes frases, se não a maior, já mencionada pelo escritor brasileiro Rui Barbosa, que além desse seu atributo, de destaque mundialmente reconhecido, também foi advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador (uuufaa). Percebendo e fazendo a exata leitura do ambiente em que estava rodeado, já naquela época, (comparações com o dia de hoje NÃO são meras coincidências) afirmou com uma lucides grandemente recheada de profundo acerto e de uma veracidade espantosa para o período em que viveu, mas que de tão profética, se aplica perfeitamente aos dias atuais:


“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”                                                                                                                                                              Rui Barbosa 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Meu santo dia!

Não que eu seja um revoltado com a atual situação governamental por que passa nossa amada pátria, posto que, na minha humilde opinião, muitos outros amigos e pessoas desse Brasil Varonil o sejam e também estão na mesma sensação por mim vivida e vivenciada.

Nesta minha particular visão pessimista sobre a realidade da nossa Pátria, leio e releio tudo que encontro na internet relativamente ao que hoje chamo de ESTADO DESGOVERNADO.

Claro está que falta algo. Falta esforço de todos e por todos os lados. Falta reação. Falta indignação. Falta conscientização. Falta ação. Falta apego ao patriotismo, que há tempos vem sendo dilacerado por medidas, a meu ver equivocadas e evidentemente interesseiras, de um Governo que não quer ver seu povo defendendo a pátria em que vive, que não quer ver seus jovens cada dia mais bem formados, mais bem preparados, mais bem informados. Qual Governo DITADOR quer isso?

Mas, como disse, nessas minhas andanças e caminhadas pela vasta imensidão de um mundo interminável que é a internet, deparei dia desses com um texto, num dos blogs da vida, que reflete, nos faz refletir e, e principalmente, nos questiona sobre a medida perfeita do que ainda não tinha parado para pensar.

"Por que as Forças Armadas estão assim?"

Esse é exatamente o título do Blog (*).

A medida em que ia dilacerando as diversas linhas e entrelinhas que compõe o texto do autor Ricardo Setti, percebia que ele está é, de fato, coberto de razão em suas asserções, já que convivi tanto tempo com o que ele desbravava com tanta clareza sobre o âmago das casernas militares.

Citou o nome de um político que me recuso veementemente mencionar no meu Blog. Afinal de contas o Blog é meu (rsrs), mas que, infelizmente, tenho que concordar com o dito cujo melequento.

Sua frase me fez refletir sobre o que de fato acontece na caserna. Nós militares nos contentamos com o pouco, com as migalhas, com tudo um pouquinho, com tudo em partes, com tudo pela metade, com tudo regrado. Na verdade, até hoje corre nas entranhas das velhas e novas gerações, pois que isso é quase que uma hereditariedade sem confrontações e raízes familiares, de que "quem entra na PM (aqui avulto para as Forças Armadas) deve se contentar em não ficar rico".

Frase exata que concordo e não discuto, pois que ninguém que se atreve, se arrisca e se aventura em ser assalariado irá um dia se tornar rico, na sua forma expressiva voltada para o materialismo!

Mas disso colocado, afora a visão materializada do se tornar opulento, falta a ânsia da "riqueza", que muito além de ser vista sob um só prisma, assimilação e percepção do que lhe compõe a tradução de bens materiais, deveria ser buscada, arraigada, cultivada na passagem rápida dos tempos e internalizada na genética moral de cada integrante dessas mesmas Forças, como algo bem maior do que acabo de me referir.

Deveria então ser uma procura, uma obsessão, um foco, um sentimento e um objetivo intransigente e inabalável do que lhe causa conforto, prazer de estar onde lhe é mandado estar. Deveria ser a busca da "RIQUEZA PRAZEROSA".

E isso, como disse antes, por ter vivido, convivido e ainda vivenciando o que é a nossa realidade, foi expressada com uma clarividência tão cristalina e perfeita do autor daquele Blog e de uma forma tão exata, que me pareceu ser ele também um integrante (ou não sei se um ex-integrante), das fileiras militares, já que narrou com extrema felicidade, infelizmente, o que de fato ocorre junto ao sentimento Militar (e policial militar na sua exata extensão).

Cito, com a devida solicitação de permissão do autor referido, uma de suas brilhantes conclusões sobre a vida da caserna, que reafirmo, ilustra com maestria o que nós vemos no nosso dia a dia:

"Outra explicação, consequência da primeira, é a acomodação com a miséria. Estamos precariamente aparelhados, equipados e nos acostumamos a cumprir a missão dessa forma. Nossos hotéis de trânsito são ruins e nossas moradias são acanhadas porque incorporamos esse modo acochambrado de viver, afinal somos militares e militar não pode ter conforto."

Esse parágrafo foi o que tanto me chamou a atenção sobre as escritas criticamente certas de Ricardo Setti, apesar de que o seu texto tocou em outras feridas igualmente latentes aos olhos do mundo em geral, que por razões obvias de ausência absoluta de interesse e convívio, não buscam saber sobre elas.

Essa ideologia sempre foi propagandeada entre nós e nos acostumamos com a exiguidade de conforto e enraizamos isso em nossos mais expressivos e também inexpressivos comentários, mesmo que de forma inconsciente.

Por que será que temos hotéis de trânsito ruins, ou pelo menos eles não os são como deveriam ser se exigíssemos que fossem?

E por que a maioria das moradias de policiais militares, e extensivo aos militares, são acochambrados em seu modo de viver?

Mas a grande pergunta que fica e que me motivou a dar início a esse novo texto de meu Blog foi EXATAMENTE o questionamento que também estimulou Ricardo a escrever o seu documento digital.

"Por que as Forças Armadas estão assim?" e num mesmo compasso vem outra (ou seria a mesma?) indagação:

"Por que as Polícias Militares estão assim?"

Me arrisco a dizer, a afirmar, e sei que encontrarei críticas, (acredite, elas serão muito bem vindas) é porque de fato nós temos que concordar com o iluminado Ricardo Setti que nos revelou as respostas às nossas mazelas, nossas podridões psíquicas e psicológicas (pelo menos eu, com minha total liberdade de expressão, concordo com as conclusões ditas pelo autor do Blog que referencio).

São conclusões que em sua maioria nos levaram, nos levam e nos levarão a prosseguir concordando (infelizmente) com a INFELIZ frase daquele que não citarei no meu Blog, nem o nome e nem o que ele disse ou dirá. Aqui não. No meu Blog não. Aqui aquele desqualificado não tem lugar nem direito de nada. Mas que até então (e digo isso com uma tristeza profunda, mortífera e com um rancor lagrimante) sou obrigado a concordar.

Mas cabe-nos uma solução para desapontar, contradizer e desfazer o dito maquiavélico daquele verme social (...) Cabe-nos a revolta consciente. A mudança de postura. A reviravolta na história. A exigência intelectual de novos rumos nas aceitações impostas de forma tão direta e direcionada. Cabe a cada um dos integrantes das Forças Militares, num conjunto e de persi, reagir. Mudar pensamentos, palavras e ações. Alterar sentimentos, deixar de lado as acomodações e os acostumadeirismos (você não vai achar isso nos dicionários) mórbidos de que tudo está bom, tudo está bem!

Não, não está nada bem!

Nós merecemos mais. Nós precisamos de mais. Nós fazemos diferente e por isso podemos e devemos exigir tratamentos melhores e reconhecimentos à nossa altura e à altura de nossas ações.

Nossas riquezas, muito além do que esperamos conquistar pelas atrações do mundo físico e corpóreo, devem pré existir de um sentimento de valorização pessoal, de merecimento, de importância interna e acima de qualquer coisa e de tudo, EXIGIR que assim o seja.

Tenham todos a mais absoluta, real e clara certeza: à partir daí, dessas reações, dessas ações, dessas mudanças de postura e pensamentos, virá com certeza a riqueza que merecemos, que fazemos por onde. Teremos mais ainda prazer de sermos o que somos.

À partir daí iremos sim, CALAR A BOCA daquele que me recuso veementemente mencionar no meu Blog. Afinal de contas o Blog é meu (rsrs).

(*) http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/post-do-leitor-por-que-as-forcas-armadas-estao-assim/